Páginas

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

2023


 




Temos sempre duas escolhas diante das adversidades da vida.


Ou nos vitimizamos e tentamos arrumar culpados, ou entendemos que a vida nos entrega lições que devem ser enfrentadas para nossa evolução e aprendizado.

Dos muitos desafios que me tem sido dados ao longo dos dois últimos anos, tenho tentado entender quais lições me tem sido propostas. Algumas já foram aprendidas e assimiladas, outras ainda sendo entendidas e resolvidas.

Certamente neste trajeto, muitas desilusões, decepções e verdades doloridas foram expostas. Mas por outro lado, desde que aprendi que nada posso controlar, exceto a minha mente e o meu EU, o poder superior tem me levado em um fluxo divino na solução de todos os desafios, cada qual a seu tempo, que não é o meu tempo.

Esse é o verdadeiro “flow” a que me entrego todos os dias ao amanhecer, e a colheita tem sido bastante auspiciosa.

Muita gratidão ao poder superior e meus mestres espirituais que tem me amparado sempre para que o universo siga me entregando todas as coisas boas que tenho vibrado!

Que em 2023 eu vibre e viva dentro da luz!

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Interiorizar-se para expandir!

 


Por tantas vezes tento expressar aquilo que habita permanentemente minha mente e esbarro nos tantos afazeres do dia a dia que permeiam nossa rotina destes nossos novos tempos. Já não era, pois, hora de desacelerar? Pois a mim parece que a cada dia tudo se acelera de forma tão grande, que não nos resta nada a não ser a expansão da consciência para então conseguir seguir em uma vida equilibrada e plena.

Lembro de quando era ainda criança de ouvir que o ser humano não usava mais do que 10% de seu cérebro. A mim parecia um total desperdício sermos dotados de um cérebro tão potente e não o utilizarmos 100%, mas no decorrer dos anos essa afirmação foi desmistificada pela comunidade científica que demonstrou que utilizamos 100% de nossa capacidade cerebral, para todas as atividades desenvolvidas pelo nosso corpo durante todo o dia, dia após dia até nossa morte. Porém, o cérebro é a parte física, e a mente? A parte abstrata, tão adormecida neste nosso momento planetário tão célere.

Creio, aí sim, que temos muito a expandir a mente e o nível de consciência, porque o mundo, tal qual se apresenta hoje precisa de pessoas despertas. Em contraponto, toda a informação a que somos submetidos o tempo todo, nos afasta da conquista desta expansão, pois o excesso acaba por nos alienar, pois passamos a viver de forma automática, usando somente o cérebro para realizar as tarefas físicas e materiais, e passamos a desenvolver problemas emocionais por conta deste adormecimento consciencial.

É preciso despertar, parar com o modo automático e lidar com as emoções, se abrir para as mudanças e incertezas, que mesmo que causem dor (e sempre causam), vão nos fortalecer.

É uma busca infinita e individual que venho travando, e entendo que a ciência se omita muitas vezes em entender a mente humana, pois não há como tentar qualquer hipótese sem o ingrediente principal nesse entendimento, que é a aceitação da existência de um poder superior que nos rege e protege, mas sem as crenças religiosas que nos encarceram na mítica do Deus punitivo e rancoroso, pois aquilo que temos é resultado de nossos próprios pensamentos que criam nossa realidade no universo, que nos devolve aquilo que vibramos.

A mente, portanto, é a fonte criadora da nossa realidade, pois é nela que estão gravadas nossas crenças, medos, fobias e todas as nossas emoções. Nossas possibilidades e incapacidades estão afinal juntas em nossa mente. Se em sua mente você acha que consegue algo, fará tudo que for possível e impossível a fim de alcançar aquele objetivo. Se achar que não consegue, sequer tentará.

Quando o Príncipe Sidarta Gautama se permitiu expandir a consciência, e despertou, tornando-se Buda, foi interrogado por um discípulo da seguinte forma: “Senhor, já encontrastes Deus? E se o defrontastes, onde se encontra Ele?” Buda então meditou um pouco e respondeu diretamente: “Após penetrar na realidade de mim mesmo, encontrei Deus no mais íntimo do meu ser, em grandiosa serenidade e ação dignificadora”.

Assim, esse é o propósito, e isso é despertar, uma viagem dentro de si mesmo para encontrar a Deus e conseguir lidar com serenidade o mundo aqui fora. 

Interiorizar para expandir.

Tentemos!

Namastê

terça-feira, 15 de março de 2022

Seres da Nova Era

 




Seremos nós os seres da nova era? Saberemos sê-lo?  O quanto e o que nos falta?

 

Historicamente verificamos a evolução da humanidade nos quesitos de conhecimento e tecnologia. Evoluindo desde o início dos tempos, da sensação ao instinto; do instinto a inteligência; e da inteligência ao discernimento, o homem alcançou conhecimento impar em nosso planeta, dominando todas as espécies habitantes da terra. Porém, desde os primórdios, desde os tempos dos filósofos, e dos muitos profetas que por aqui estiveram, as perguntas sobre nossa origem, e principalmente nossa missão aqui na terra continuam causando divergências e proposições nas muitas e muitas religiões existentes. Na verdade toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades, deuses e demônios,  e costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte, e todas nos cerceiam a liberdade, na crença principalmente de um Deus punitivo, que nos castiga de acordo com nossas falhas e incorreções.

 

Na verdade, acredito sermos os únicos responsáveis pelos nossos sucessos e fracassos, e por mais complexo que seja esse caminho, onde tantas variáveis podem interferir pela força do pensamento e energias que atraímos, tanto positiva ou negativamente, sempre temos a condição necessária para nossa evolução. Condição que se traduz em diversas denominações de acordo com cada crença; Deus, Jeová, poder superior, centelha divina, consciência, força, e tantas outras para designar o que não se define materialmente, e que cremos ou não. Mesmo assim, para que a evolução aconteça é preciso muito trabalho, muita perseverança e muita fé.

 

Assim, neste novo século, neste momento de transição planetária, explanada de todas as formas nas mais diferentes visões e profecias, as novas gerações que aqui vivem neste momento, as que chegaram e as que estão chegando, com a tecnologia presente de forma inequívoca, exigem ação ao invés da contemplação e divagação. A solidariedade e o bem comum terão que se sobrepor ao egoísmo e ao orgulho, a fim de que juntamente com todo o progresso material já alcançado possamos perseverar no real propósito de evolução moral. É tempo de despertar.

 

Para um ser dessa Nova Era é imprescindível falar em autoconhecimento. Essa viagem solitária e dolorida que se deve fazer internamente e descobrir o que lhe paralisa e o que lhe faz caminhar, quem somos na essência, quais nossas falhas e potenciais, e como equilibrar tudo isso numa existência onde os acertos prevaleçam aos erros, subindo degrau por degrau a escada da evolução. O poder da mente é o combustível neste exercício.

 

Esbarramos então nessa viagem em grandes conflitos pessoais que nos distanciam muitas vezes desse propósito, pois o nosso livre arbítrio nos dá o controle de todas as nossas ações, resultando em consequências boas ou más.

 

Nesta grande viagem, esquecemos, ou sequer acreditamos, que somos almas que há muito habitam este planeta, de vidas em vidas em busca de evolução, com caminhos distintos e infelizmente esquecidos. É chegada a hora de despertar, para os que desejam acordar, e habitar uma nova terra. Antes disso, a limpeza. Precisamos limpar a nossa energia para então receber as fortes energias da Nova Era.

 

Torna-se necessário eliminar todas as crenças a que somos submetidos desde nossa infância, que sempre nos limitam pelo medo e acabam por determinar os nossos comportamentos, as nossas atitudes e principalmente os nossos resultados. Tarefa inglória que nos pega em tempos tão bicudos, mas absolutamente necessária para essa evolução de alma. Mas acalmar a mente e o coração certamente nos ajudará neste processo. Corações e mentes em paz ajudam nas boas escolhas.

 

Sejamos luz, sejamos paz...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Sobre morrer e renascer...


 

 

Desde o final dos anos 1970 já ouvimos dizer que era chegada a Era de Aquário, e que então a harmonia e compreensão habitariam este mundo, bem como a simpatia e confiança seriam abundantes, e que haveria a verdadeira libertação da mente. Tal qual a música do musical Hair, Age of Aquarius, que os adultos mais conservadores da época achavam ser um arrazoado de rebeldia e loucura, mas muito além daquele tempo, começava realmente uma nova era na qual cresci.

Sem ao menos suspeitar o que poderia tudo isso significar na minha infância, que foi vivida da forma mais conservadora possível, o mundo realmente começou a passar por significativas alterações, paralelo ao meu crescimento, mas pude, mais sentidamente por ser mulher, perceber. Adolescente dos anos 1980, aproveitei minhas condições e privilégios para estudar e ver a mulher tomar voz no meio profissional e pessoal. A sociedade passou a evoluir em passos lentos questões que hoje, passados quase cinquenta anos, são tão expostas de forma ampla sobre diversidade, liberdade, racismo, solidariedade, direitos, recursos naturais e outros.

Mesmo com toda lentidão, chegamos a mudanças radicais em nossa forma de vida e viver, com a tecnologia se integrando cada vez mais em nosso dia a dia, até se tornar indissociável de nossa vida. Mudamos de século, passamos a ver e acompanhar outros países, povos e costumes e nos globalizar. Cogitamos o final do mundo em 2012 por conta de profecias de antigos povos que aqui habitaram, e outras tantas explicações que se sucedem até hoje sobre o que está nos acontecendo e também em nosso planeta.

A polaridade de opiniões nunca esteve tão presente, e chegamos ao final de 2021 com uma parcela da humanidade esperando a chegada de seres de dimensões mais evoluídas aportarem com suas naves na Terra para nos ajudar, e outra em absoluto adormecimento, acreditando até que a Terra é plana. E no meio dessa multidão, outras muitas e variadas certezas quanto a crenças e verdades do que estamos realmente vivenciando.

Mas o que parece certo a todos, é que ALGO está acontecendo. Uns otimistas quanto a nova era, outros pessimistas acreditando no final dos tempos. Desta vez, a mim me parece que ambos acertam, tanto para o bem tanto quanto para o mal. Pois acredito que qualquer grande mudança passe por uma crise, sempre muito dolorosa, para que então surja o novo.

Saindo, ou tentando sair, de uma pandemia que parou o mundo todo de alguma forma, trazendo à tona tudo o que há de ruim e o que há de bom de cada um de nós, tivemos que nos reinventar. Quero crer que fomos privilegiados ante os dinossauros, que não tiveram opção e foram extintos. Pelo menos até agora...

Neste período tão exclusivo destes tempos, passamos por muitas mortes diárias de tudo que aprendemos como certo. A doença em si que nos cravou na alma a certeza da finitude e fragilidade do corpo físico; a necessidade de conexão com dimensões diferentes (energias, frequências e toda e qualquer onda que nos seja invisível nesta terceira dimensão) para que a mente não tresloucasse; a exposição da fragilidade ou fortaleza das nossas relações, que nos afastaram de muitas pessoas ou nos aproximaram de forma verdadeira à outras.

Neste turbilhão que andamos metidos neste momento, na verdade o que precisamos é nos abrir ao novo, sepultando as muitas crenças que nos limitaram por anos, séculos e milênios.

Não é preciso exemplificar o quanto tudo isso tem sido doloroso e desafia nossa saúde mental. Cada um em seu íntimo vive momentos difíceis nessa transição, assim como as pessoas ao redor, e assim por diante, formando uma rede que envolve nosso planeta.

É preciso entender como essa teia de dificuldades pode se transformar e resultar na nossa evolução. Quero crer que o auto conhecimento seja a arma mais poderosa, pois somente sabedores de quem somos e o quanto nos falta, equilibraremos o ego para vivermos em paz e com empatia.

“Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e serás sábio.” Sócrates


terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Nova Era


 

Aquela tão famosa frase dos mais velhos e vividos (categoria a qual cada vez me encaixo mais), que começa com um “No meu tempo era melhor...” além de denotar uma certa prepotência e arrogância, típica daqueles que se acham experientes e cheios de ensinamentos, nos leva a um certo distanciamento do HOJE, que devemos nos esforçar para estar.

Ao mesmo tempo, impossível viver no turbilhão desse terceiro milênio, sem saudosismo daquilo que só existia “no meu tempo”, seja em que tempo for. 

Mas era mesmo melhor, apesar do aparente caos instalado no planeta?

Não é esse caos o resultado de toda sujeira escondida por tantos séculos, e agora remexida e exposta?

É preciso ter esperança de que tudo melhore, e enxergar aquilo que melhorou com o passar dos anos. Para isso é necessária uma mudança de mentalidade, repensar valores, e principalmente romper com as crenças limitantes que incorporamos em nossas mentes, e nos bloqueiam em todos os sentidos, principalmente no amor ao próximo.

Alguns posicionamentos que já vinham sendo questionados antes desse 2020, explodiram em dúvidas e conflitos neste ano que finda ainda tão revolto. E quantas lições a serem aprendidas. Quantas perdas e fraturas expostas para que sejam assimiladas.

Mas não podemos nos furtar de sermos gratos pela oportunidade de presenciar toda a transformação de uma sociedade, para melhor, temos que acreditar. Mesmo com as dores e sofrimentos que temos presenciado, pois toda mudança remexe, suja e bagunça, para só então tudo ser limpo e organizado.

Apesar do que vemos no mundo visível, tão doído e perturbador, devemos crer que há um sentido dado pelo universo no invisível, que está cada vez mais amplo e palpável.

Sem dogmas e sem regras. Sem crenças, mas com muita espiritualidade. Pois a verdadeira espiritualidade transcende às religiões, que vivem no passado e no futuro, e só prometem a paz para depois da morte, enquanto a espiritualidade vive no presente e nos faz encontrar à Deus em nosso interior durante a vida, no agora.

Seguir nesta busca, desmascarando aquilo que se acreditou ser bom, vendo sem máscaras o que é para o bem ou não, para que o mundo possa evoluir de tal forma que a todos a vida seja boa, e não só para alguns. Este deve ser o novo mundo.

Que sejamos seres da Nova Era.💜


É chegado o tempo em que o exemplo do Cristo será seguido.

Um tempo sem religiões...

Um tempo sem falsos profetas...

Um tempo em que não se abuse da boa fé das pessoas...

Um tempo de respeito ao outro...

Um tempo sem distancias...

Um tempo de amor incondicional...

Onde todos os dias é Natal!

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Que década senhores, que década...




Renova-te.


Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.


Cecília Meireles



Habitualmente, e desde sempre, faço eu em minha mente a retrospectiva de meu ano e minhas metas para o ano novo. Desta vez com um enorme significado pois estamos fechando mais uma década, então, nada mais natural que pontuar os avanços e mudanças ao longo destes 10 rápidos anos, e porque não, as metas para a terceira década deste que é, o terceiro milênio.

Minha mente se reporta então ao final do século XX e toda angústia e aflição que tivemos com a possibilidade do “Bug do milênio”, totalmente infundado e vazio, porém nos mostrando nossa habilidade para o pânico coletivo em assuntos que não dominamos, enquanto vemos outros que deveriam, ai sim, causar verdadeira histeria, passarem ao largo sem nos darmos conta.

Sim, pois o propagado Bug não ocorreu, mas vimos uma verdadeira explosão de novos modos e costumes, que alteraram de forma impactante nossas vidas e valores. Muitas coisas viraram do avesso, mas, certamente hoje entendemos que o avesso acabou sendo a melhor forma em muitas coisas. Foi a virada do século!

Agora, já nesta década que se finda, o avesso virou e desvirou tantas vezes que não cabe mais dizer que exista o lado certo. Acabei por concluir que minhas certezas se tornaram incertezas e minhas incertezas continuam incertas. De certo, ah! E isso é certo mesmo, é que estamos aqui nestas paragens terrestres unicamente para evoluir de alguma forma, e continuei então a buscar como e de que forma. Como progresso pessoal, aprendi que não há uma forma única para tal, e para mim, particularmente, a única forma é o autoconhecimento cada vez mais profundo.

Sempre acreditei nisso, mas especificamente no decorrer deste período, concluí ser necessário retirar a viseira do certo e arriscar mais pelo incerto, ou seja, continuo acreditando no poder superior que nos rege, mas hoje creio que ele pode se apresentar de muitas formas, circunstâncias, crenças e rituais. Um destino pode ter muitos caminhos, que podem ir mudando, e isso não é um problema, cada qual tem a liberdade de escolher seu caminho, e mudar no percurso, se assim quiser. Afinal, se todos os caminhos levam ao mesmo destino...

Entro nesta nova década bem diferente do que há dez anos. Aliás, praticamente em quase tudo. Posso pontuar a mudança da perspectiva em relação ao futuro. Havia em mim, aos quarenta e poucos anos uma certeza do que queria e alcançaria seguindo a vida como estava levando, Risos... mais risos e gargalhadas... mas a vida não perdoa quem se acomoda, e como no mar revolto, foi onda atrás de onda.
Algumas me derrubaram, outras bateram bem forte, muitas me lavaram a alma, e caminhando cheguei ao rasinho, mais forte e mais lúcida.  

Então espero que quando o mar voltar a ficar revolto, e certamente ele ficará, eu sinta menos os impactos das ondas, justamente por ter agora a certeza de que não há como programar nada, pois nada está em nossas mãos. E aceitar esta impotência é o que transforma a vida. Posso sim, claro, ter planos e objetivos, mas nada de certezas e obstinações.  Não me cabe mais. Agora é só gratidão!

Neste final da década, tenho meditado, orado e recitado mantras para o espírito, exercitado o corpo, trabalhado a mente e estudado cada vez mais. Tudo o que aprendo só me confronta com tudo que ainda não sei, e me faz estudar mais, para estar cada vez mais ciente que tudo está se movimentando, mostrando o quão pouco eu sei.

Sinto muito, 
             Me perdoe,
                        Te amo,
                                 Sou grato!  
                                            
                                                Ho' oponopono 


Feliz 2020!

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Vida!







Dos muitos adjetivos que a vida tem, o que mais se adequa para mim é o quanto ela é surpreendente.

Em um dia você pode sentir o peso das muitas decisões cobradas diariamente e no outro pode sentir toda a leveza da liberdade que essas mesmas escolhas te dão;

De repente você acha que não vai sobreviver na ausência de alguém ou alguma coisa, e no momento seguinte se vê respirando plenamente, e sobrevivendo, e voltando a viver;

As vezes não dá importância para algo rotineiro para depois sentir faltar o ar e o chão quando perde, e até que se restabeleça sofre e sente falta;

Está feliz e acomodado, quando alguma notícia balança todas as estruturas que a anos estão assentadas, ou talvez esteja envolvido em alguma bagunça generalizada e num instante o vento para de soprar tão forte, e tudo se acalma;

Espera um grandioso acontecimento e quando finalmente acontece se decepciona, mas também as vezes sem esperar tudo muda de forma espetacular;

Alguém nasce, outro morre, alguém chega e outro parte. Tudo simultaneamente com as tristezas e alegrias que demandam dos fatos;

Aquilo que parece ser tão verdadeiro se mostra e você enxerga a mentira, ou aquilo que parecia tão absurdo já não é tanto e você passa a ter como normal, ou aceitável;

Você consegue se encaixar em todas essas situações, mas a sua ótica é única e ninguém experimentará igual, e tal qual a qualquer um, vai sentir de uma forma impar que vai marcar sua existência de modo a tornar você quem você é...  

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017



Feliz Ano Novo

“...Entendi que tudo o que o verdadeiro Deus faz durará para sempre. Não há nada que possa ser acrescentado e não há nada que possa ser tirado. O verdadeiro Deus fez as coisas desse modo, para que as pessoas o temessem.

O que acontece, já aconteceu; e o que existirá, já existiu. Mas o verdadeiro Deus procura aquilo que se busca.

Também vi o seguinte debaixo do sol: no lugar da justiça havia maldade, e no lugar da retidão havia maldade.

Então eu disse no meu coração: “O verdadeiro Deus julgará tanto o justo como o mau, pois há um tempo para toda atividade e para toda ação... ” 



Fases.

Que vão passando e nos ensinando, pois tudo dura um tempo certo, que deve ser respeitado e aproveitado.

Temos os minutos e as horas que compõe o dia, que a cada sete faz uma semana, que a cada quatro completam o mês. Temos as fases da lua no mês, as estações climáticas no ano. Os anos que compõe um século, bem como  as eras já vividas em nosso planeta terra. Dentro dessa contagem de tempo, temos a nossa existência, que é uma fase na evolução do nosso espírito, onde contamos com a infância, a adolescência, a juventude, a maturidade e a velhice. Depois para tudo recomeçar em outro tempo para a nossa evolução.

O importante é a consciência de que cada fase tem suas lições e seus aprendizados, alegrias e tristezas. Aceitar e viver cada fase da vida da melhor forma possível, porque novas fases virão. Boas ou ruins, mas virão.

Mais um ciclo se encerra, cheio de novas conquistas e derrotas, novos aprendizados e novas decisões.  Assimilando as descobertas e digerindo as que não foram tão boas para que se transformem em algo bom e frutífero. O destino não está programado e nem é inevitável, creio nisto, o destino é uma questão de escolha. Que saibamos escolher, apesar das dúvidas e das críticas.

A ferramenta da dúvida e da crítica são a agulha e linha que tecem a inteligência”  (Augusto Cury)


E que venha 2018!

segunda-feira, 26 de setembro de 2016




Só um lembrete!
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e
inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo,
pois a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
Mário Quintana

Chegar aos 50 e olhar para trás... Pode-se dizer que é um clichê inevitável.

Às vésperas dos cinquenta anos da minha chegada nesta vida, me sinto igualmente de quando fiz 20, 30 e 40 anos. No espelho me enxergo da mesma forma de quando aos vinte tentava alisar meu cabelo sempre tão armado, e hoje quase aos cinquenta, tento armar um pouco os fios alisados pela escova progressiva... Isso todos os dias pela manhã, rotineiramente.

O olhar é o mesmo, a vida é a mesma, a essência é a mesma.

Agora não me mostrem fotos... Nelas vejo o tempo impresso e reconheço a rapidez que se passaram todas as minhas realizações e desilusões. Parece ser assim, no espelho a chama da vida que se renova a cada movimento e nas fotos as marcas que o tempo deixou.

Passou rápido? Passou nada! Se eu começar a pensar nas tantas coisas que aconteceram nesses cinquenta anos fica difícil dizer que parece que foi ontem... Na minha história tem o namoro, o emprego e carreira, o casamento, a filha... Na história ao meu redor tem a ditadura, as diretas já, a televisão colorida, o computador, a internet, os celulares... Caramba, quando aos vinte anos achei que poderia falar com qualquer pessoa em tempo real por meio de um pequeno aparelho nas mãos... E reclamar quando a pessoa demora em responder!

Ao mesmo tempo foi muito rápido quando me lembro de acordar pela manhã, e me olhar no espelho do banheiro da minha casa em São Paulo aos vinte anos, e imaginar que tudo daria certo, que eu iria conseguir ter a vida que sempre sonhei. Piscar e acordar agora, em outro espelho, trinta anos depois. E a estrada que me trouxe para esse espelho foi parecida com a que eu planejei, mas me deixou em um lugar com diferentes conquistas e perdas.


Vou completar 50 anos. Não queria ser uma jovem de novo, porque é muito difícil ser jovem em qualquer tempo, pois não se sabe o que esperar da vida e do mundo, a apreensão é muito estressante, por isso a vitalidade tem que ser grande... Também não quero ser uma senhora de 80 anos, pois quero lutar ainda para não ser amargurada e triste como muitas que vejo por aí, sozinhas e perdidas por terem deixado passar a oportunidade impar que é a vida.

Quero mais é ter 50 mesmo! Pensar em tudo que passei com um sorrisinho no canto da boca, rir de muitas coisas que passaram e ás vezes me entristecer com algumas perdas e fracassos. Viver mais quantos anos ainda me seja permitido viver, pois como disse sabiamente Kundera, “A felicidade de ser festejada supera em mim a vergonha de envelhecer”.

terça-feira, 8 de março de 2016

Ser mulher... Ser homem... Ser humano





Não me sinto capaz de falar sobre emponderamento feminino nesta época em que se exige muito conhecimento das novas regras de conduta da sociedade, do politicamente correto. Regras que, confesso, nem sempre me parecem certas.

De qualquer forma, acredito entender bem o que é ser mulher, e sei que nenhuma regra ou lição dada será aprendida se no berço familiar não existir uma mulher ou um homem capaz de ensinar para a sua filha, e principalmente para seu filho noções de igualdade.

A mim parece óbvio que nunca haverá mulher com autoestima, sabedora do seu poder, enquanto se interioriza uma diferença ensinada desde a infância na criação de homens e mulheres.

Ainda hoje assisto costumeiramente a isso. Meninas criadas para toda e qualquer função doméstica, porque “ela deve saber se virar e cuidar de uma casa e de si própria”, e meninos crescendo sem essa mesma obrigatoriedade, salvo estudar, jogar bola e ser macho. Ser macho é bom, ser fêmea é pejorativo...

Cresci educada em um colégio feminino, e lá aprendi além do currículo escolar, a ser mulher (daquela época). Bordar, costurar, boas maneiras e tudo o mais. Faz tempo? Um pouco. Mas as mulheres já tomavam pílula, Woodstok já tinha acontecido, e foi na minha adolescência que surgiu a AIDS, que segurou a todos naquele ambiente de liberdade absoluta dos amores livres. Mesmo assim, na contramão do meu colégio, fui incentivada a estudar para nunca depender de ninguém, porque apesar de todo tradicionalismo de meu pai, que sempre assumiu o papel de provedor e nunca permitiu que minha mãe trabalhasse, não queria isso para as três filhas.

Certamente se eu tivesse um irmão, a criação dele seria outra. Duvido que tivesse aprendido a cozinhar, arrumar a casa e passar roupa... Mas nós, eu e minhas irmãs, além de aprender tudo isso tivemos que estudar muito, trabalhar, dirigir, e tudo mais que pudesse nos proporcionar independência e que normalmente era oferecido aos homens.

Acredito verdadeiramente que a evolução feminina se deu por conta desses pais que ensinaram as filhas que elas podem sim fazer qualquer coisa que queiram. Ao mesmo tempo acredito que os homens continuam sendo criados como sempre foram, e por isso pouco evoluíram...

A meu ver, a desigualdade de gênero ainda é presente por conta disso.

Enquanto a mulher tem sido incentivada a lutar por igualdade, os homens continuam perdidos em um mundo diferente daquele em que foram criados no berço. Todo e qualquer cenário só será modificado quando forem criados aprendendo além do que já se ensina, a cozinhar, passar, cuidar, costurar e tudo o mais costumeiramente ensinado às mulheres, igualando verdadeiramente os gêneros. Apesar de que hoje são poucas as mulheres que crescem aprendendo isso.

Estamos longe do mundo ideal, e não quero discutir os problemas que ainda enfrentamos, principalmente nas camadas desfavorecidas, onde esse é apenas um dos problemas. Mas o que eu acredito é que a igualdade de gênero, tão hoje conclamada, precede de termos em mente que somos humanos, em evolução, seja em que papel for, e que o papel da família, seja em qual formação for, é criar filhos em igualdade de formação e oportunidades.


Até lá, continuaremos a comemorar o Dia Internacional da Mulher!